O horizonte veste seu manto dourado,
E o Rio Paraguai, em silêncio,
Guarda os últimos abraços da tarde.
Há versos escondidos nas águas,
Há saudades passeando pelas margens,
E um poeta recolhe estrelas no coração.
A cidade adormece em tons de poesia,
As antigas ruas recordam outros tempos,
As árvores contam histórias ao vento,
Enquanto o Pantanal respira lentamente.
Cada sombra carrega uma lembrança,
Cada brisa anuncia um novo sonho,
Cada entardecer renova o amor por esta terra.
Mas a poesia não termina com o crepúsculo,
Ela permanece além da última luz,
Floresce na alma de quem sabe contemplar,
Atravessa o tempo, desafia distâncias,
Faz morada nas lembranças mais bonitas.
Porque Cáceres não cabe apenas no horizonte,
É eternidade que o coração transforma em poesia.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense
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