segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Além do pôr do sol cacerense

 Quando o sol se despede de Cáceres, 
O horizonte veste seu manto dourado, 
E o Rio Paraguai, em silêncio, 
Guarda os últimos abraços da tarde. 
Há versos escondidos nas águas, 
Há saudades passeando pelas margens, 
E um poeta recolhe estrelas no coração. 
 
A cidade adormece em tons de poesia, 
As antigas ruas recordam outros tempos, 
As árvores contam histórias ao vento, 
Enquanto o Pantanal respira lentamente. 
Cada sombra carrega uma lembrança, 
Cada brisa anuncia um novo sonho, 
Cada entardecer renova o amor por esta terra. 
 
Mas a poesia não termina com o crepúsculo, 
Ela permanece além da última luz, 
Floresce na alma de quem sabe contemplar, 
Atravessa o tempo, desafia distâncias, 
Faz morada nas lembranças mais bonitas. 
Porque Cáceres não cabe apenas no horizonte, 
É eternidade que o coração transforma em poesia. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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