sábado, 26 de setembro de 2026

Cáceres, entre o ontem e o hoje

Tenho saudade da Cáceres de antigamente, 
Das ruas que guardavam passos conhecidos, 
Das casas antigas, das janelas abertas, 
Das tardes lentas à margem do Paraguai, 
E do tempo que parecia não ter pressa. 
 
Hoje a cidade veste outras paisagens, 
Novas construções ocupam velhos espaços, 
O movimento cresceu, os costumes mudaram, 
E aquilo que ontem parecia eterno 
Agora repousa apenas na memória. 
 
Mas há uma Cáceres que o tempo não derruba, 
Escondida nas fotografias amareladas, 
Nas histórias contadas pelos mais velhos, 
Nos nomes esquecidos de antigas esquinas, 
E no coração de quem viveu aquele tempo. 
 
Às vezes caminho pelas ruas de hoje 
E encontro, entre prédios e mudanças, 
O eco de uma infância distante, 
Um rosto que já não está, uma voz que se foi, 
Uma cidade que ainda mora em mim. 
 
Não quero que o presente apague o passado, 
Nem que a modernidade destrua a memória; 
Que Cáceres cresça sem perder suas raízes, 
Que cada mudança carregue uma lembrança, 
E cada futuro saiba de onde veio. 
 
 Poema: Odair José, Poeta Cacerense