segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Além do pôr do sol cacerense

 Quando o sol se despede de Cáceres, 
O horizonte veste seu manto dourado, 
E o Rio Paraguai, em silêncio, 
Guarda os últimos abraços da tarde. 
Há versos escondidos nas águas, 
Há saudades passeando pelas margens, 
E um poeta recolhe estrelas no coração. 
 
A cidade adormece em tons de poesia, 
As antigas ruas recordam outros tempos, 
As árvores contam histórias ao vento, 
Enquanto o Pantanal respira lentamente. 
Cada sombra carrega uma lembrança, 
Cada brisa anuncia um novo sonho, 
Cada entardecer renova o amor por esta terra. 
 
Mas a poesia não termina com o crepúsculo, 
Ela permanece além da última luz, 
Floresce na alma de quem sabe contemplar, 
Atravessa o tempo, desafia distâncias, 
Faz morada nas lembranças mais bonitas. 
Porque Cáceres não cabe apenas no horizonte, 
É eternidade que o coração transforma em poesia. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 24 de outubro de 2026

Cáceres além do olhar comum

 Tem uma beleza em Cáceres que poucos sabem enxergar, 
Escondida no silêncio das casas adormecidas, 
Nas águas do Paraguai que conversam com o tempo, 
Nas sombras das árvores que abraçam a memória, 
Nas ruas onde o passado ainda respira, 
Nos sonhos que florescem sem fazer barulho, 
E na alma de uma cidade que aprendeu a ser eterna. 
 
O olhar comum vê apenas paisagens, 
Mas o poeta contempla mundos invisíveis, 
Escuta histórias nas paredes envelhecidas, 
Descobre saudades no vento que passa, 
Encontra poesia no simples caminhar da gente, 
E percebe que cada esquina guarda um segredo, 
Que somente o coração consegue traduzir. 
 
Cáceres não precisa de olhos para ser bonita, 
Precisa de almas dispostas a senti-la, 
De corações que compreendam suas raízes, 
De lembranças que não se rendam ao esquecimento, 
De versos que abracem sua história, 
Pois existe uma beleza que não cabe nas fotografias: 
Aquela que só se revela a quem olha com a alma. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Cáceres, meu lugar no mundo

 Nasci onde o tempo parece conversar com as águas, 
Onde o Rio Paraguai leva histórias em seu silêncio, 
Onde cada rua guarda um pedaço da minha infância, 
E cada esquina conhece um pouco dos meus sonhos. 
Cáceres não foi apenas o lugar onde cheguei ao mundo, 
Foi o mundo que aprendi primeiro a amar. 
 
Amo suas manhãs, mesmo quando o sol se demora, 
Suas praças, suas casas antigas, suas lembranças, 
O cheiro das tardes que ficaram presas na memória, 
As vozes que o tempo levou, mas nunca apagou. 
Há uma cidade dentro de mim que não envelhece, 
E ela tem o nome bonito de Cáceres. 
 
Posso partir, conhecer estradas desconhecidas, 
Deixar meus passos encontrarem outras paisagens, 
Mas nenhuma distância consegue levar de mim 
Aquilo que nasceu junto com os meus primeiros dias. 
Porque há lugares que pertencem à geografia, 
E há lugares que pertencem para sempre à alma. 
 
Se um dia perguntarem de onde vem meu amor, 
Não precisarei procurar palavras complicadas: 
Direi apenas que nasci em Cáceres, 
E algumas raízes não aceitam ser arrancadas. 
Enquanto houver memória e poesia em meus olhos, 
Cáceres será sempre meu lugar no mundo. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense 
Homenagem aos 248 anos de Cáceres, MT

sábado, 26 de setembro de 2026

Cáceres, entre o ontem e o hoje

Tenho saudade da Cáceres de antigamente, 
Das ruas que guardavam passos conhecidos, 
Das casas antigas, das janelas abertas, 
Das tardes lentas à margem do Paraguai, 
E do tempo que parecia não ter pressa. 
 
Hoje a cidade veste outras paisagens, 
Novas construções ocupam velhos espaços, 
O movimento cresceu, os costumes mudaram, 
E aquilo que ontem parecia eterno 
Agora repousa apenas na memória. 
 
Mas há uma Cáceres que o tempo não derruba, 
Escondida nas fotografias amareladas, 
Nas histórias contadas pelos mais velhos, 
Nos nomes esquecidos de antigas esquinas, 
E no coração de quem viveu aquele tempo. 
 
Às vezes caminho pelas ruas de hoje 
E encontro, entre prédios e mudanças, 
O eco de uma infância distante, 
Um rosto que já não está, uma voz que se foi, 
Uma cidade que ainda mora em mim. 
 
Não quero que o presente apague o passado, 
Nem que a modernidade destrua a memória; 
Que Cáceres cresça sem perder suas raízes, 
Que cada mudança carregue uma lembrança, 
E cada futuro saiba de onde veio. 
 
 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 30 de junho de 2024

Cidade sem cabaré - Parte II

Ratos e morcegos são literais. 
Existem milhares deles pelas valas e bueiros. 
Mas, também, são simbólicos. 
São pessoas que sujam essa cidade com suas imundícias e perversões e a transformam neste limbo indescritível. 
Morcegos que sugam nossas energias com suas mandíbulas doentias. 
Farmácias imponentes em cada esquina mostram o quanto à cidade é doente. 
 Sodoma e Gomorra parecem o paraíso diante das atrocidades cometidas nessa cidade. 
Fogo e enxofre são insuficientes para extinguir o mal enraizado nas ruas e vielas dessa cidade. 
Uma bomba atômica varreria do mapa essa que é um antro de perdição, mas não conseguiria purificar tanto mal. 

 Continua... 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

Cidade sem cabaré - Parte I

Falo de uma cidade cheia de farmácias. 
Um lugar que representa uma sociedade doente, cheia de ratos e morcegos. 
Uma cidade onde você não encontra nenhum cabaré. 
Sinal de que não há promiscuidade? 
Pelo contrário. 
Pederastas, lascivos e outros devassos é o que mais se pode encontrar pelas penumbras dessa cidade. 
Bares. 
Inúmeros. 
Pelo menos dois em cada quarteirão. 
Uma mistura de poluição sonora com poluição visual que ofuscam a visão e fedem nas narinas de gente séria que nela tentam sobreviver. 
Bares que escondem o pecado original em suas bases. 
No fundo são antros de prostituição e distribuição de entorpecentes.

Continua... 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Feliz aniversário, Cáceres!

Cáceres, Mato Grosso, és um tesouro sem igual, 
Nossa homenagem a ti, hoje e sempre será total, 
Que sigas a trilhar um caminho de sucesso e luz, 
Feliz aniversário, Cáceres, cidade que nos seduz! 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense 
 Em homenagem aos 245 anos de Cáceres, MT